Quando entramos na Argentina eu comecei a realizar uma das minhas primeiras vontades de viagem pelo país.
Desde 2009 que eu estava querendo conhecer Salta e seus desertos de sal. Por acaso foi dessa idéia que surgiu a compra da CB 450(Conquista), e o início do Projeto Roads On de Curitiba até a Playa Negra na Costa Rica.
Foi bacana esse trecho porque usamos estradas que eu não conhecia mas eram possibilidades no meu projeto passado.
Rodamos uns 1.000 km até chegar em Salta onde dormimos por uma noite.
A cidade é bacana, movimentada pelo turismo internacional por ter varias atrações aos arredores como passeio de trem pelas cordilheiras, visitas aos desertos de sal, arquitetura histórica.
Acordamos cedo e partimos com a idéia de chegar até San Pedro do Atacama no Chile.
Não demorou muito para entrarmos nas cadeias de montanhas das Cordilheiras dos Andes, um caminho novo para mim mas que me trouxe ótimas recordações da passada pelo 'paso' mais ao sul em direção a Santiago em moto.
Essa ta da cordilheira é de deixar o cara impressionado acho que todas as vezes que a cruza.
as imagens que voce ve ficam realmente grampeadas na mente e faz você pensar fundo no sentido da vida e do que você faz dela.
Paramos no ultimo posto de gasolina mais ou menos a 3.800 metros de altitude. O frio ja pegava forte mesmo com um solzinho de fim de tarde.
Entramos no restaurante de um hotel anexo ao posto de gasolina para comer algo antes de seguir viagem e tivemos a noticia de que nao poderíamos seguir adiante pelo mau tempo no topo da cordilheira.
Nessa época do ano tem hora pra você poder cruzar de um lado a outro pelas nevascas bruscas que chegam de surpresa nos quase 5 mil metros de altura.
Na outra manhã acordamos 5 e meia para aproveitar o dia e fazer o que pudesse de imagens e também ainda faltavam algumas boas centenas de quilômetros para percorrer.
Fazia muito tempo, acho que desde minha ida a Nova Zelândia que eu não sentia um frio tao grande.
estava -10 graus e era quase insuportável o vento em qualquer parte descoberta do corpo.
Entrei no carro e fui tomar a minha agua, estava uma pedra. Aí vi que a coisa estava pegando mesmo.
Saímos animados com o bom tempo, falantes, apreensivos e ansiosos para ver como estava o caminho a nossa frente quando o pneu traseiro explodiu. 10 pras 8 da manhã, o termometro marcava -10 graus e fora do carro a sensação era de pelo menos uns 5 graus a menos pelo vento cortante e a falta de Sol.
Puta que pariu, saímos da camionete e simplesmente a mão congelava e a tremedeira era de dar inveja aos epilépticos de plantão.
Só existia uma coisa a fazer, trocar o pneu o mais rápido possível porque as janelas do tempo mudam rapidamente nessa época e a aduana libera a passagem apenas por algumas horas do dia.
no mesmo instante que vimos o estado do pneu o Rodrigo ja desabafou que nem tinha idéia de como trocar o pneu de sua camionete. Esses carros tem um sistema de roldanas para soltar o estepe que se você não treinar para tira-lo o processo pode demorar um largo tempo.
Mas a sorte do Rodrigo nesse dia estava em alta e eu logo falei que era pra deixar comigo, macaco véio do sistema; comecei a fazer o processo da troca.
Saímos rodando com mais cautela dessa vez pois não tínhamos mais a chance de troca do pneu e ainda não havíamos passado nem a aduana argentina.
De verdade não me chamou a atenção a cidade. É um lugar meio de encontro de hippongos e turistas do primeiro mundo que querer passar aragem no deserto.
tem uns restaurantes e umas baladinhas nortunas embaladas por peiote. Essa é a fama ao menos. Nao ficamos pra ver essa parte do show.
Chegamos no pacifico no fim de tarde concretizando a segunda parte da aventura com muita felicidade pelos 3.500 km rodados em busca do famoso e medonho Deserto de Ondas.
Deserto de Ondas - parte 2 from
Cauê Quadros on
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